terça-feira, 4 de outubro de 2011

COLÉGIO MUNICIPAL PROFª SILENE DE ANDRADE CONTEMPLA A POESIA GOIANA

A poesia goiana é rica e possui fases interessantes. Como podemos analisar pelo livro "A Poesia em Goiás" de Gilberto Mendonça Teles. Nesse sentido, no dia 30 de setembro de 2011 ocorreu na Escola Estadual Professora Silene de Andrade a palestra "Poesia Goiana: histórias e encantos" ministrada pelo Profº Esp. Osvaldo Jefferson da Silva.


No evento foi apresentadas as diferentes fases do panorama histórico da poesia em Goiás, analisando alguns poemas e conhecendo principais poetas de cada período. Esta ação literária fez parte da programação da 1ª Mostra Cultural da unidade escolar que promoveu a integração dos alunos, professores e demais profissionais da escola.


Versos... não
poesia...
Um modo diferente de contar velhas histórias.
(Cora Coralina)

Se comparada com ao cenário Nacional a Literatura em Goiás tardou a amadurecer. Fatores que contribuíram para que as manifestações literárias em Goiás acontecessem tardiamente, Gastão de Deus cita alguns deles
    O isolamento geográfico e espiritual do Estado e, sobretudo em suas regiões  norte nordeste, a imaturidade político-administrativa e a preocupação primária de nossos antepassados constituíram as causas históricas que retardaram o aparecimento das primeiras manifestações literárias.

 
Para compreender esses e outros fatores sobre a poesia goiana Gilberto Mendonça Teles no livro “A poesia em Goiás”, divide a história da poesia em seis períodos metodológicos. Assim, começa 1726 com o lançamento do primeiro jornal da província, o quarto do país e que preparou os goianos para participarem das ideias abolicionistas e republicanas, até a efervescência da Contemporaneidade Literária.

Gilberto Mendonça Teles (30/06/1931)
• A poesia em Goiás (1964)
• Obras: Alvorada (1955), Estrela D’Dalva (1956), Planície (1958), Fábula de Fogo (1061) e Pássaro de Pedra (1962)





EVENTO DE COMEMORAÇÃO AO DIA DO SURDO SURPREENDE PARTICIPANTES

Equipe do CAS e NTE

Ser surdo é construir o mundo com as próprias mãos





Audácia. Ousadia. Superação. Neste clima extrovertido de interação que a equipe do CAS (Centro de Capacitação dos Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez) reuniu-se para prestigiar a presença do surdo em Goiás e seu trabalho como instituição propagadora da cultura surda.

O evento realizou-se no dia 26 de setembro – Dia do Surdo, no auditório Terezinha Vieira dos Santos, em parceira com os profissionais do NTE – Núcleo de Tecnologia Educacional de Goiânia, contando com a presença de mais de 70 participantes: surdos, pais, professores, funcionários do NTE e do CAS.

Dentro da programação tivemos uma palestra com o Professor Edson, figura mais importante para a comunidade surda no estado de Goiás, abordando a temática Cultura e Identidade Surda. Além disso, contamos com dinâmicas envolvendo surdos e ouvintes, apresentações culturais diversas: música, teatro e relatos biográficos de alguns surdos.

Em meio a risos, lágrimas de felicidade e coragem buscamos promover uma tarde rica em atividades diversificadas, em que os surdos e ouvintes, numa mesma plateia, participarando interativamente de todos os momentos. A comemoração foi encerrada com um delicioso lanche e provou mais uma vez que a inclusão social consegue superar qualquer limitação.








 

DEFICIÊNCIAS

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.


"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

 
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.


"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.


"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.


"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.


"Diabético" é quem não consegue ser doce.


"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.


E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:


"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.


"A amizade é um amor que nunca morre."

terça-feira, 30 de agosto de 2011

ACIMA DE TUDO “EDUCAÇÃO”


Prof. Osvaldo Jefferson
Coordenador do Núcleo de Tecnologia

Educacional de Goiânia
osvaldojefferson.blogspot.com



Profissionais da Educação municipal e estadual surpreendem comissão de organização de evento em Goiânia




Nesta terça-feira, 30 de agosto, está sendo realizado no Auditório Jaime Câmara - Câmara Municipal de Goiânia o I Simpósio de Educação e Tecnologia: Desafios em Rede, sob a coordenação da Agência Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação e da Secretaria Municipal de Educação de Goiânia, em parceria com o Comitê para a Democratização da Informática de Goiás. Esta ação tem como objetivo promover um espaço de reflexão sobre o uso dos recursos da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) na socialização de práticas pedagógicas e de gestão educacional. No período matutino após apresentação musical do Quinteto Masculino Ciranda da Arte – Centro de Estudo e Pesquisa Ciranda da Arte – SEE-GO houve o lançamento do GURI (Guia Uso Responsável da Internet) promovido pela CDI, GVT e AMTEC. Um dos destaques foi a Palestra: O Uso das Tecnologias no Processo de Ensino-Aprendizagem na qual a Professora Dra. Simone A. Tuzzo (FACOMB/UFG) contemplou brilhantemente a importância e o papel do professor na relação entre a informação, educação e a tecnologia, o que antes, para muitos professores, era um lugar inexistente foi sistematizado pela palestrante quando afirmou “o Professor é Líder de opinião, portanto não morre com a tecnologia, ao contrário reafirma seu papel ao fazer com que o aluno reflita, questione e utilize de forma adequada a informação advinda com a tecnologia”. Além disso, após queda de energia e sem microfone a Dra. Simone manteve de sobremaneira sua classe e eficiência como professora por meio da qualidade de sua fala, praticamente sem nenhuma tecnologia liderou a opinião dos profissionais da educação presentes no evento, ao concluir: “Ser Professor é a melhor coisa do mundo”. O aspecto mais relevante deste evento, com certeza, foi o respeito dos participantes do Simpósio que mesmo sem luz elétrica permaneceram no auditório até por volta de 16h aguardando a continuação das atividades que infelizmente não foi possível, porém, durante este tempo, foram sorteados brindes como pen drives aos presentes. No entanto, essa atitude revelou a credibilidade da equipe organizadora e a postura consciente, gentil, sincera e cortês de cada um dos participantes, em sua maioria, profissionais da educação municipal e estadual. Parabéns a todos pelo exemplo de bons seres humanos e educadores, pois mais uma vez provaram que a “educação está acima de tudo”.


Participantes do evento


segunda-feira, 21 de março de 2011

Britânia pelo lago das Letras

Vi(ve) em mim...

O poeta aprendiz,
O turismólogo viajado,
O amigo solidário,
O terapeuta animado
E o professor empolgado


     Osvaldo Jefferson da Silva, o mais novo poeta britaniense, adotou o pseudônimo de Hevaiel Victorius. Filho de Ana Rodrigues de Araújo dos Reis (Professora) e Osvaldo Pedro da Silva (Comerciante) aprendeu desde a infância conviver com as diferenças, pois foi criado com seis irmãos de princípios e idades díspares. Nasceu em Britânia-GO, em 1984, realizou seus estudos acadêmicos na Universidade Estadual de Goiás – Unidades de Jussara e Cora Coralina. Atualmente é Professor da Secretaria da Educação do Estado de Goiás no Colégio Estadual José Résio da cidade Goianápolis e Coordenador Pedagógico do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE), em Goiânia.

     Letrado, Literato, Turismólogo, Especialista em Linguística e Língua Portuguesa e Pós-graduando do Curso de Especialização em Formação de Professores para a educação de pessoas surdas divide sua trajetória de vida entre sua infância silenciosa e seu despertar acadêmico-literário. Mesclam em sua essência as águas do Lago dos Tigres e as turbulências do Rio Araguaia, mas, atualmente, reside na capital do estado de Goiás – Goiânia.

     Este autor busca inovar a estética literária do poema, através de seus malabarismos linguísticos e construções arquitetônicas de palavras. Sua primeira obra literária completa Versos cu[r/l]tos foi lançada no II Encontro Literário do Gama-DF, no Museu de Arte de Britânia (MABRI) e no Projeto Literatura em Cena em Jussara-GO como convidado da Universidade Estadual de Goiás (UEG) em outubro de 2010.

     Este livro trata-se de uma antologia poética diversificada, com textos que abordam temáticas de sua trajetória de vida, relacionamentos fraterno-afetivos e de seu amor aos lugares por onde passou e viveu. Há textos concretos em que os jogos de palavras traduzem desejos do poeta e denuncia aspectos desumanos da sociedade. Por meio deste livro o poeta não tem a intenção de ser perfeito, mas almeja ser um bom exemplo de ser humano, pois sua história é tecida com fios de orgulho e agulhas de saudade.

Britânia sob o olhar jeffersoniano...

No planeta não imaginam,
Na América é desconhecida,
No Brasil com ela sonham,
Mas em Goiás é que és viva.


Tornou-se musa dos carnavais,
A inspiração dos poetas,
És rica em recursos naturais
És a obra-prima de um profeta.

(Fragmento do poema Britânia lemb[he]ranças)

     Com sua inspiração racionalizada já publicou poemas e contos em coletâneas como no livro “Unimulplicidade” em que publicou o conto Stela Maris: a guardiã de estrelas e o poema Desencontos: Desenhando contos, além de crônicas nas páginas do jornal “O Vilaboense” e outros textos na recente obra “Desafio Poético VI: no Brasil das diferenças o Desafio pratica a solidariedade, vive poesias e conquista fronteiras” publicada no dia 21 de setembro de 2010.

     Suas materializações poéticas trazem lembranças: da infância, o tempo que fugia de casa; da adolescência, o momento em que se apaixonou pela palavra dita e escrita; enquanto da sua juventude ainda emanam diariamente devaneios poéticos que são transformados linguisticamente em crônicas e poemas. Para Jefferson

SER, SENTIR-SE E FAZER-SE POETA...

É ter a sensibilidade feminina,
A racionalidade masculina
E a sutileza de uma rima.

     Visando aprimorar conhecimentos e como resultado de uma parceria entre as cidades de Goiás-Brasil e Seia-Portugal recebeu, como mérito por seus estudos, uma viagem a Portugal, onde realizou o intercâmbio cultural, que serviu de grande valia na qualificação do seu desempenho pessoal e profissional, principalmente em âmbito cultural, abrangendo os setores: turístico, gastronômico e linguístico-literato.

“Insônico”, dinâmico, criativo, indeciso, esquecido e extremamente sensitivo atuou e atua em áreas distintas:

- Como Professor: Língua Portuguesa no setor público e/ou particular, Noções de Conhecimentos Linguísticos no Ensino Pré-vestibular e com correções de produções textuais.

- Como Colunista e Assessor Redacional: escreveu para o Jornal “O Vilaboense” da Cidade de Goiás, Seção “As[p]as avulsas”, produzindo textos como crônicas, artigos sobre o uso do português ou de pequenas biografias de personalidades. Elabora correspondências para instituições de ensino, além disso, colabora com site: www.comunidadefamiliacrista.org/goiania.

     Mara Publio, Professora, Tradutora e Membro da Academia de Letras e Artes de Goiás, afirma que Jefferson “guarda em si um pouco de tudo que experimentou. É especial como pessoa. É iluminado como arauto do seu tempo. E está certo quando diz: “Não quero ser poeta / de verso não publicado.”

Pai

 Pai tem o cheiro do asfalto molhado


Que eu amo....


Pai é como o pingo da água largado

Que eu sinto....


Pai é como as nuvens ainda fechadas

Que eu aprecio...


Pai é como brisa da manhã

Que eu respiro...


Pai é como pele-tatuagem

Que eu transpiro...


Pai é como o silêncio-mudo

Que eu me inspiro...


Pai é como sorriso-fungado

Que eu não controlo...


Pai é como sinestesia da alma

Que eu me perco....


Pai é como lembranças de infância

Que eu nunca esqueço...


Pai é como relicário humano

Que eu não troco...


Pai tem lágrimas desmanchadas

Que eu nunca vejo...


Pai é como o meu de muitos filhos...

Que aprendi a dividir.


quinta-feira, 17 de março de 2011

QUEM SOU COMO PROFESSOR APRENDIZ?

   Ser, sentir-se e se fazer Professor: um eterno desafio. Lecionar é fazer do comum algo extremamente interessante para o aluno; do complexo, o estímulo da descoberta, ou seja, o docente é um eterno sedutor, capaz de envolver com sabedoria seus alunos e se manter constantemente atualizado. Por esse fator eu, assim como muitos professores somos eternos aprendizes.

     Muitos professores que buscam formação contínua e aprimoramento profissional frustram-se nessa trajetória ilimitada do ato de ensinar, em virtude da falta de tempo, excesso de trabalho ou por dificuldades impostas pelas instituições de ensino em que estão inseridos.

     No entanto, ser profissional perpassa diferentes áreas do conhecimentos, em relação a formação acadêmica e pós-acadêmica. Nessas etapas almejava ser conquistador de uma vaga no mercado de trabalho, e, em seguida, não queria ser somente mais um na rede pública de ensino, mas – o professor. Como isso acontece ou ainda vai acontecer? As oportunidades que irão responder essa questão, juntamente com meu poder de decisivo de tomada de posição.

     A prática docente que procuro desenvolver é criativo-interativa com abordagens culturais pautadas nas manifestações racionais, artísticas e humanas dos indivíduos, assim para a área de Português, por exemplo, o conteúdo é a vida, a língua o objeto de estudo, por isso o ato de ensinar torna-se tão confortável e prazeroso, pois ambos estão presentes no cotidiano dos alunos.

     O que não podemos esquecer é que ensinar é algo de pele e precisamos tê-la se desejamos ser professores de verdade.

     Se a vida é incerta, a do professor é mais dinâmica do que a maioria pensa. Surgem cotidianamente novos métodos de ensino, desafios mirabolantes e tecnologias inovadoras. Para tal situação, compete a cada docente descobrir e desenvolver suas habilidades por meio de estudo investigativo, testes didáticos em sala de aula e uma alma investigativa de reflexão e autoanálise.

     Nessa vertente, a sociedade sempre acredita ser pouca a competência de um professor, mas é árdua sua rotina e além da formação continuada precisa ter uma sabedoria organizacional sobre-humana para driblar as “sete vidas” que tem. Ser pai, filho, esposo, amigo, profissional, pesquisador, aprendiz, e, principalmente, ser alguém que tem vida e personalidade própria. Por isso, ser , sentir-se e se fazer Professor é ser um em muitos e atender a muitos sendo apenas um.

    Todos essas exigências profissionais adquiridas nos meus anos de docência ampliaram minhas relações interpessoais, que individualmente agregam valor ao meu processo de formação pessoal e profissional, por meio das experiências desenvolvidas dentro dessa diversidade cultural que se chama - educação. Assim, meu dinamismo e criatividade como profissional são evidenciados pela versatilidade de conhecimentos que busco, compondo o meu diferencial no sistema público de ensino contemporâneo.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

VERBOS DO AMOR

Quero...


Esperar-te

Ver-te

Buscar-te

Gostar-te

Ter-te

Abraçar-te

Beijar-te

Amar-te

Feriu-me

Apaixonei-me

Tornei-me bobaste.





terça-feira, 25 de janeiro de 2011

VERSUS VS. VERSOS


SER POETA...
É arrancar de dentro de si a alma,
Deturpar a mente em devaneios,
Sangrar o espírito pela caneta.

SENTIR-SE POETA...
É ver seus versos publicados,
Ter seu nome reconhecido,
Entre dementes e conscientes.

FAZER-SE POETA...
É extravasar sensações,
Trocar um beijo por um desejo,
Transformar decepções em versificações.

SER, SENTIR-SE E FAZER-SE POETA...
É ter a sensibilidade feminina,
A racionalidade masculina
E a sutileza de uma rima.

CANETA-PAPEL



A caneta-papel!
O papel!...
A caneta!...
Assim como...
O pincel!
A tela!
Estranhamente,
Construo sonhos
Como criança...
Sorriso estampado!
Olhos brilhantes!
Cabeça confusa!
Ebulição de ideias!
Cada bolha estourada?...
Um verso imaginado!
Isso porquê?
Houve insônia?
Ouvi a razão?
Simplesmente,
Caneta e papel na mão.
Aqui estão. Há questão?
O papel!...
A caneta!...
O papel-caneta!

SUA ARTICULAÇÃO

O prazer mais delicado é o de dar prazer a alguém
Jean de La Bryère


Pelos bilabiais de seus beijos,
Velô pela surdez de suas fricativas,
Modo de articulação simples,
No seu ponto de vibrantes oclusivas.

Constritivas do bucal ao nasal,
Sufoco as orais nas sonoras reprimidas,
Labiodentais sussurro seu nome,
E grita as múltiplas enlouquecidas.